Com investimento a médio prazo e sem juros, os consórcios estão conquistando o mercado imobiliário e já registram grande aumento de procura.

Para quem deseja multiplicar seu dinheiro, comprar, trocar um imóvel ou o carro, o consócio é uma ótima alternativa, mas ainda pouco difundida no mercado. De acordo com o economista Olavo Souza, diretor da Creditaria  Alphaville, esse tipo de investimento é indicado para quem não tem disciplina na hora de economizar e não tem pressa em ter um bem ou o crédito em mãos. É também uma boa alternativa para investidores que possuem um bom capital na mão e buscam alavancagem financeira a custos baixíssimos.

O Consórcio é um sistema de compra parcelada e programada de um bem ou de um valor em crédito, mas com a vantagem de não ter as taxas de juros dos financiamentos. Nas parcelas, são embutidas apenas a taxa de administração, que em alguns casos pode chegar a 1,30% ao ano.  Fazer um consórcio é muito menos burocrático e mais rápido. O interessado não precisa apresentar um comprovante de renda mensal por meio do holerite ou extrato bancário. Basta comprar uma carta de crédito dividida  em prestações ao mês como em um financiamento.

De duas maneiras o investidor pode ganhar o valor e conquistar o bem almejado; através de sorteios mensais entre todos os consorciados ou por meio de lances, onde quem oferece o maior é premiado com o crédito. Outro bom motivo para se investir em um consócio é que se o contemplado não for usar o crédito de imediato, o valor total fica retido em caixa e vai aumentando, de acordo com os juros do Selic.

É fácil ver a diferença: um imóvel pode ser financiado em cento e vinte meses, com taxas de juros médias de mercado de 10% ao ano mais a TR, além disso, o comprador tem que disponibilizar uma entrada à vista em torno de 30% do valor. Já no mesmo imóvel, pelo consórcio, o comprador paga apenas uma taxa administrativa, que gira em torno de 17% do valor do crédito diluída nas prestações. Nesse caso, a taxa de administração, que seria equivalente ao juros do financiamento iria para 1,30% ao ano, sem a necessidade da entrada.

Porém, se o consorciado dispuser da entrada que desembolsaria em um financiamento, ele, além de tentar a sorte nos sorteios mensais, visando a contemplação, pode dar lances elevados tentando contemplar sua carta antes do tempo. Essa possibilidade dá uma vantagem financeira enorme em relação aos meios tradicionais de financiamento. Olavo ressalta ainda que os grupos de consórcio são auditados pelo Banco Central. “Isso assegura os investidores que ainda não conhecem a fundo as vantagens desse tipo de investimento”, finaliza.

Fonte: JorNow

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